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Um prefeito Haddad internacional

Poucos meses atrás foi eleito, pelo partido trabalhista (Labour), um prefeito muçulmano em Londres. O nome dele é Sadiq Khan e ele não se parece com nenhum Bin Laden, é um homem bem apessoado, elegante, articulado, fala manso, fala bonito, se coloca sempre “a favor de que todo mundo se entenda e conviva numa boa”. Se você imagina que todo jovem articulado, estudado, de boa imagem, virou namoradinho dele da noite pro dia, imagina certo, aliás acho que imagina é pouco e ainda que exagere sua imaginação ela não vai alcançar o tamanho real do acontecimento.

É isso mesmo, é o esquema prefeito Haddad se repetindo com precisão desconcertante, agora em escala internacional. Na escala internacional entram uns elementos a mais – o islamismo declarado por exemplo – mas no geral trata-se de uma repetição minuciosa da mesma histeria publicitária, de sentimentos falsificados, fingidos, imagéticos, auto-aduladores. Eu já presenciei até um caso simbólico de um jovem rapaz, descolado e interessado diletantemente por coisas do espírito, que resolveu “testar o ramadan”, inspirado por um discurso desse prefeito. Há de se reparar na existência de um elemento insidioso em tudo isso, que é esse interesse meio artístico pela transcendência, essa busca na religião de algo especial para almas sedentas por alpinismo espiritual (que é também social na maioria dos casos).

Dentro desse esquemaço, o evento da saída do Reino Unido da União Européia desencadeou uma festa de adesão desses jovens inteligentes a esse prefeito, que soube muito bem aproveitar a onda.

o compartilhamento é de uma jovem espanhola. No evento, líderes cristãos e judaicos celebram a diversidade sob o comando de um líder político muçulmano. O contrário aconteceria?

O compartilhamento é de uma jovem espanhola.
No evento, líderes cristãos e judaicos celebram a diversidade sob o comando de um líder político muçulmano. O contrário aconteceria?

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