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Crescendo criativo

É mágico o computador, de uma maneira diferente da TV e do cinema, ao ser uma máquina ao mesmo tempo do espetáculo e do auto-conhecimento. O usuário é ativo do espetáculo e do auto-conhecimento a cada entrada, tanto que a próxima etapa deve ser mesmo a holografia e a virtualidade total, um tipo de paraíso com as pessoas se oferecendo “perfeitamente” umas às outras, sem nenhuma tensão, um delivery. O mundo de agora é antecipado por Lucas Silva e Silva, pelo mito do rádio participativo, e o Thomas Hedger capta bem a sua luminosidade. O de amanhã vamos ver. 

No cinema era diferente, tínhamos a oferta generosa de uma realidade a nós, e nessa contaminação o auto-conhecimento. Com o filme a gente conhecia também a pessoa ao lado, não parecendo existir lazer melhor do que o cinema para a maturação de um casal. Já no Facebook a gente cria imagem querendo ter na própria imagem o abrigo perfeito, e fazemos isso enquanto queremos participar das informações do mundo normal. 

Neste mundo já parece um pouco redundante ler PDFs de auto-conhecimento, e parecem metalinguísticas demais as empreitadas dos que professam o dever de sermos nós mesmos e nada além (meta-empreitada). É redundante porque esse é o convite que cada computador já nos faz ao se mostrar luminoso na escrivaninha no fim de tarde ou aberto na lanchonete em meio a estranhos.

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Você só não pode se entregar, é isso o que todos queremos dizer.

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